sexta-feira, 24 de junho de 2016



Imunossenescência- O envelhecimento do sistema imune



  Denomina-se imunossenescência o envelhecimento imunológico que está associado ao progressivo declínio da função imunológica e consequente aumento da suscetibilidade a infecções, doenças autoimunes e câncer. Esse declínio está associado às alterações que podem ocorrer em qualquer etapa do desenvolvimento da resposta imune.        
  Trata-se de um processo complexo multifatorial que envolve várias reorganizações e mudanças no desenvolvimento regulatório, além de mudanças nas funções efetoras do sistema imunológico, caracterizado por ser mais do que simplesmente um declínio unidirecional de todas as funções. As alterações que ocorrem nos idosos, geralmente, cursam de maneira insidiosa. Tal fato propicia uma maior suscetibilidade a infecções, menor resposta a imunizações, maior índice de fenômenos autoimunes, neoplásicos e degenerativos, quando comparados a indivíduos mais jovens
  É importante notar que ambas as respostas imunes, inata e adaptativa, mostram alterações relacionadas à idade que parecem ser cruciais para o envelhecimento saudável e a sobrevida. O estado emocional depressivo leva a redução da resposta imunológica, contribuindo com as doenças mais frequentes no idoso. Atualmente há um grande interesse nos efeitos benéficos do suporte social e como o estresse ou certas características de personalidade podem afetar a longevidade.
  Durante o processo de envelhecimento do organismo humano, o timo, um órgão linfoide primário, sofre involução - processo degenerativo normal observado desde a puberdade- sendo o evento central crítico para as alterações observadas na imunidade adquirida em decorrência do envelhecimento, e ocorre paralelamente a uma inibição na produção do hormônio do crescimento, fundamentais para a maturação dos linfócitos.
  Conforme demonstrado no estudo de Weksler & Goodhardt, na medida em que os organismos vivos envelhecem, mudanças qualitativas na reposta imune humoral ocorrem, passando de altamente específicas contra antígenos estranhos, para mais específicas contra antígenos próprios. Além disso, o processo de formação da memória imunológica através da imunização ativa, por meio de vacinas, mostra-se menos efetivo.
  Estudos apontam que um cardápio balanceado ajuda no processo de envelhecimento saudável além de proteger o organismo evitando problemas mais sérios como as gripes e resfriados que incomodam com maior frequência a população idosa no inverno. Junto a isso, exercícios físicos regulares, mesmo que caminhadas leves são essenciais para manter o sistema imunológico do idoso forte.

Referências:

1. EWERS, Irina; RIZZO, Luiz Vicente; FILHO, Jorge Kalil. Imunologia e envelhecimento. Einstein, v. 1, n. 6, p.13-20, 2008.
2. GINALDI, Lia et al. Immunosenescence and infectious diseases. Microbes And Infection,v. 3, p.851-857, 2001.
3. CAMILLO, Verônica Nunes; PLETSCH, Marilei Uecker. Processo de Envelhecimento do Sistema Imunológico Celular e Humoral na População Idosa. Revista Newslab, p.40-42, 2015.

Post de João Victor Silva ( Equipe IMUNO ENSINA)

quarta-feira, 15 de junho de 2016



Tabagismo e suas consequências 
para o sistema imune

   
   A cada dez minutos morre uma pessoa no mundo devido uso do tabaco, e esse número está aumentado rápido, principalmente devido ao seu consumo associado a outras drogas. O tabagismo está ligado com desenvolvimento de varias doenças, como por exemplo, a pneumonia, que afeta 51% dos fumantes contra 17% dos não fumantes. Além disso, os fumantes têm ricos de desenvolver gengivite, úlceras gástricas, duodenais e o uso crônico do fumo podem duplicar as chances de desenvolver tuberculose. O tabaco possui 2 fases, a gasosa e a particulada, estando ele relacionado as propriedades imunossupressoras , que afetam tanto a imunidade celular quanto a humoral.
    Com relação à imunidade celular, os fumantes de longa data exibem uma taxa de leucócitos elevada de aproximadamente 30% a mais que os não fumantes. Esse aumento está relacionado com a quantidade de nicotina. Em fumantes moderados tem sido observado um aumento de neutrófilos nos brônquios por conta dos componentes oxidativos presentes no cigarro causando uma destruição do pulmão no enfisema, como também houve uma diminuição de linfócitos TCD4 e TCD8, quando comparados com não fumantes.
    A fumaça do cigarro afeta de várias formas os estoques intracelulares de cálcio. A nicotina inibe as ligações antígeno/anticorpos por meio do enfraquecimento da sinalização e da supressão intracelular da resposta ao cálcio. Na imunidade humoral, há uma diminuição sérica de até 20% dos níveis de IgA,IgG e IgM em fumantes, sendo reversível ao parar de fumar, exceto a IgA que não volta a seu nível normal .O tabaco reduz os níveis de complexo de histocompatibilidade de classe 1, impedindo o reconhecimento de certos oncogenes pelo sistema imune., podendo assim, originar células tumorais que não sejam detectadas pelos sistemas.
    Um dos maiores componentes da fumaça do cigarro é a nicotina e sua imunossupressão que é causada pela diminuição do cálcio intracelular. O efeito agudo da nicotina não resulta em mudanças na distribuição celular das células sanguíneas; já a exposição continua provoca supressão mitogênica esplênica. 
    A nicotina pura não tem nenhum efeito carcinogênico quando não associada a algum outro elemento do tabaco. Os componentes do tabaco são: Hidrocarbonetos aromáticos policí­clicos (HAPs), glicoproteínas do tabaco (GPT), alcatrão e alguns metais, de modo geral, possuem atividade estimulatória na fumaça do cigarro. Administração aguda ou crônica da fumaça do tabaco podem tanto estimular quanto inibir a resposta imune.
    Assim, verifica-se que muitos são os malefícios causados pelo tabagismo nos mecanismos de defesa do hospedeiro, bem como em seu sistema orgânico em geral. A principal intervenção no tratamento e prevenção destas consequências é  o abandono do hábito que resulta em efeitos benéficos para a saúde geral do indivíduo.


Referência:
GIUSTI, André Luis. Interferência do tabaco no sistema imunitário- estado atual e perspectivas- revisão da literatura. ConScientiae Saúde, São Paulo, v. 6, n. 1, p.155-163, 2007.

Post de Rodrigo da Silva Barroso ( Equipe IMUNO ENSINA)


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

EEEP JOAREZ TÁVORA: MAIS NOVA PARTICIPANTE DO PROJETO

É com muita alegria que anunciamos a participação de mais uma escola profissionalizante no projeto Imuno Ensina UFC, a EEEP Joarez Távora! 

Conversamos com a coordenadora Marly Anchieta e demais profissionais, que abriram as portas da escola para que possamos trabalhar em conjunto.

As ações começarão no começo de outubro. Estamos muito empolgados com a disponibilidade em participar de nossos encontros e pretendemos proporcionar uma experiência única aos alunos!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

MATERIAIS INTERESSANTES SOBRE IMUNOLOGIA

Olá, pessoal!

Postamos aqui duas fontes de informação sobre assuntos básicos da Imunologia.

Os temas descritos nestes manuais são abordados em nossas apresentações. Os materiais são muito didáticos e de fácil acesso. Confira os links abaixo:

O SEU INCRÍVEL SISTEMA IMUNE (versão traduzida da apostila ilustrada produzida pela Sociedade Japonesa de Imunologia).

NOSSO SISTEMA IMUNE, por Sara LeBien (versão traduzida da apostila ilustrada produzida por Sara LeBien, da Fundação de Imunodeficiência dos Estados Unidos).

Tenham uma boa leitura!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

CONHEÇA O PROJETO

Quer dar uma rápida conferida sobre o projeto? Apresentamos aqui algumas informações-chave que vão ajudar a entender nossa visão e missões! Para ampliar as imagens, é só clicar nas figuras.










quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Início das ações - IMUNO ENSINA UFC

É com muita alegria que anunciamos que a EEEP JOAQUIM MOREIRA DE SOUSA será a mais nova participante do projeto IMUNO ENSINA.

Hoje pela manhã tivemos uma reunião com as coordenadoras da escola, bem como o professor de biologia, e faremos a ação abordando todos os temas, uma vez por semana.


Estamos muito ansiosos pelo início das atividades, que começarão na próxima sexta-feira e serão finalizadas na penúltima semana de setembro.